ESTUDO CONFIRMA QUE AS USINAS DE ANGRA SÃO RESISTENTES A GRANDES DESASTRES NATURAIS
De acordo com o estudo, as usinas de Angra não correm o risco de serem afetadas por deslizamentos de encostas, mesmo em cenários extremos. O documento também afirma que a central nuclear tem capacidade de suportar os impactos de terremotos com intensidade superior aos já registrados no Brasil. O maior tremor no país ocorreu em 1955, em Porto dos Gaúchos (MT), e atingiu 6,2 graus na escala Richter.
No caso do Japão, o terremoto que atingiu o país foi de 9 graus, o quarto maior registrado na história. Nesta semana, o governo japonês suspendeu a ordem de evacuação do distrito de Miyakoji, no leste da cidade Tamura, localizada na província de Fukushima. Cerca de 360 moradores da região estão autorizados a retornar para suas casas de forma definitiva, três anos após o acidente nuclear.
NOVOS ESTUDOS EM ANDAMENTO
A Eletronuclear ainda está realizando estudos de reavaliação da ameaça de a central de Angra ser atingida por ondas de grande magnitude ou por um furacão. A companhia também está definindo as medidas de proteção contra a ocorrência de tornados.
Com o objetivo de extrair lições do acidente do Japão, a Eletronuclear implantou o plano de resposta internacional ao acidente de Fukushima no final de 2011. Desde então, a empresa fez reavaliações de ameaças e riscos de desastres naturais no entorno da central nuclear de Angra, bem como promoveu melhorias nas estruturas e equipamentos das usinas.
Todos os resultados obtidos no plano resultados foram submetidos e analisados pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) e pelo Fórum Iberoamericano de Organismos Reguladores. Além disso, órgãos internacionais, como a Agência Internacional de Energias Atômica (IAEA, na sigla em inglês) e a Associação Mundial de Operadores Nucleares (Wano) também aprovaram o conteúdo do plano e as ações que estão sendo implementadas nas usinas de Angra.
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